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quarta-feira, 15 de dezembro de 2010

Pontes submersas

Mergulho no plasma do meu sangue
Na busca das origens
Desta vida plena
Deste amor intenso
Submerso em mim
E quanto mais me canso
Mais me encanto
No canto da Sereia
Que mora numa ilha
Do caminho
Nessa rota misteriosa
Na catedral da vida
No oxigênio vermelho
No interno espaço assim 
Salvam-me do naufrágio
As pontes submersas
Na busca de caminhos
Que me elevam a mim

Criado e postado por Márcia Fernandes Vilarinho Lopes



segunda-feira, 27 de setembro de 2010

VETORES




Indicam o rumo dos ventos
O rumo da lógica
Na ilógica magia do amor
Que alcança a aldeia
De minha morada anciã
Que me desabriga
Desalinha meu ser
Encolhe minh’alma
Desnuda meu eu
Constrangidamente
Na força do saber
Dos dias idos
Nos dias vindos
Que amo você
Mais do que posso
Mais do que devo
Mas com certeza
Amo você.....

Renato Baptista assim comentou na Casa da Poesia:

Vetores que constroem torrente de paixão acelerada em que o sentimento grita alto e ecoa, refletido pelas paredes do mundo. Lógica e paradoxos sustentam o ser através dos tempos, através dos hiatos construídos numa história sem fim... e daí a certeza daquilo que é mais valioso ao coração e encerra o poema de forma magnífica.


Criado e Postado por Márcia Fernandes Vilarinho Lopes, na Casa da Poesia em 19/09/2010


domingo, 26 de setembro de 2010

O Mar



O Mar

Mar que flameja indolente
Nas ondas do vai e vem
Beijando meu corpo ardente
No abraço de quem quero bem

Mar que de azul tão celeste
Me envolve depois com encanto
Corpo e alma nessa veste
Como a sereia em seu canto

Mar de amor em amplidão
Mar que acarinha e enlaça
Mar eu em pura emoção

E na paixão arraigada
Nua e desabrigada
Em plena consumação





Criado e postado por Márcia Fernandes Vilarinho Lopes

Sonho azul


Sonho azul


Sonhei com o mar...
De mãos dadas pela orla
Seguíamos em luz
O amor em nós

Sonhei em azul
O céu e o mar
Nossos lábios
Beijo arrebatador

Sonhei com o abraço
Carismático
Mais sensual que recebi

Sonhei com nossos corpos
Interligados
Em laços de quimera


Criado e postado por Márcia Fernandes Vilarinho Lopes

Aprende


Aprende

Aprende a ver, a ouvir e escutar
Aprende a ter, a receber e a dar
Aprende a ser e o outro respirar
Aprende a sentir e a amar

E o que é amar?
Amar é deixar a emoção fluir
É não temer sentir
E, por primeiro, se aceitar

Frases feitas por efeito
Em maneira educada de falar
É razão na forma de cativar

Frases vivas do sentir
Em maneira alegre de expressar
É eterno vincular


Criado e postado por Márcia Fernandes Vilarinho Lopes

Uma história em três atos reversos


Seguir....

Passam-se os dias e os anos
Vertem-se perdas
Plantam-se chorões
Em vários corações

De você levo o sorriso
A calma que aprendi
Na beleza de sua alma
No seu rosto em compleição

Senti um amor sem igual
Que ficou pra sempre guardado
No meu verso original

Chega a hora de partir
Voar, seguir, aprender
E meu destino cumprir

Caminho da ida

O sol raia novamente
O dia se prenuncia
Caminhante eu vou
Buscas novas eu sou

Novas flores
Perfumes novos exalam
Observa, olha e vê
Novas etapas que calam

Levo perfumes antigos
Somas de bem querer
Caleidoscópio vibrante
Inesquecível prazer

Todas as luzes de outrora
Em arco íris gigante
São sonhos de nova aurora
O novo precisa nascer


Caixinha musical

E de repente o cansaço usual
Pelas trilhas que adiante vão
Sento-me no chão
E abro minha caixinha musical

Ela é o meu próprio coração
Em partituras da alma
Feita de tanta emoção
Na fleuma total da canção

Lindas cantigas de amores
Lembranças cheias de cores
Torrentes inesquecíveis
De cada minuto a pulsar

E foi assim que aprendi
Que a vida não é um jogo
Em que um tem que ganhar
Ela é apenas nosso todo caminhar


Criado e Postado por Márcia Fernandes Vilarinho Lopes

Ser poeta



Ser poeta

É dar cores aos sentimentos
É conversar com as flores
Em seus doces movimentos

Ser poeta
É reter o sonho em verdade
Nos braços da realidade
Fazendo o dia melhor

Ser poeta
É beber do orvalho
É chorar chuvas de verão


Ser poeta
Mais que tudo é ser etéreo
Em sua eterna emoção.

Criado e postado por Márcia Vilarinho em agosto de 2010
Poesia selecionada para o livro "Poesias Encantadas - Antologia Poética"
Promotor da obra: Luciano Becalete, poeta e escritor

O girassol e a borboleta



O girassol e a borboleta


És girassol
Sou borboleta
E todas as vezes
Que te beijo
Em pensamento
Sem palavras e obras
És girassol
Sou borboleta


Criado e postado por Márcia Vilarinho em maio de 2010
Poesia selecionada para o livro "Poesias Encantadas - Antologia Poética"
Promotor da obra: Luciano Becalete, poeta e escritor

quinta-feira, 5 de agosto de 2010

Melancolia


Melancolia é uma saudade da gente
De tudo, em nós, o que a chuva levou
Embaçando a janela de forma latente
Deixando a ante-sala da vida sem cor

Melancolia é uma tristeza tão doce
Que faz acreditar que trouxe
Um pouco dos canteiros do jardim
Sem flores com perfumes de amor

Melancolia é quase querer viver
O dia de hoje tão somente
Sem ter quem quer que o invente

Melancolia, definitivamente, é a ponte
Que une todo o experimentado ontem
Com o nada do amanhã

Criado e postado por Márcia Fernandes Vilarinho Lopes

sábado, 24 de julho de 2010

Muralhas Internas


As brisas deslocam fatos
Do ontem que chegam ao hoje
Em forma de ventania
Pedaços de sentimentos
Bordados dentro de mim
São dunas em plenas praias
Na minh’alma agitada
Sem porto e sem nem um cais
São feitas de grãos de areia
Que somados geram milhas
Sem visão por escotilhas
Desse teu medo dolente
Desse teu ser simplesmente
Amigo tão sem abrigo
Amigo órfão de amor
Sem choupana nem sapé
E hoje não reconheço
Nem teu verso nem tua fala
Porque a amargura cala
A minha decepção e dor
Recolhe-te como feto
Embrião posto em muralhas
No útero do desamor
Deserto do meu calor
Que nas noites e nos dias
De solidão tão presente
Ao teu redor firmemente
Era teu lume e teu cetro
Pondo-te como um rei
E esse lume apagado
Assim por ti descuidado
Fez que de forma latente
Sumisses dentro de mim
E o teu eco longínquo
Em tuas próprias muralhas
Será sempre tua fala
Voltada somente a ti

.......

Dunas em vendaval

Criado e postado por Márcia Fernandes Vilarinho Lopes