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sexta-feira, 12 de junho de 2020

Sem Limites



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Em Movimento



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sexta-feira, 19 de novembro de 2010

Imagem perdida


Negou Narciso
Escondeu-se
No lado do avesso
Do espelho
Negou ser sensual
Negou amor cabal
Em si
Espatifou
Sentimentos
Fez da vida uma borracha
A apagar o colorido dos dias
No arco íris de amores
Negou Pan
Em sua flauta divina
Negou Cúpido
Em sua seta certeira
Abraçou a desilusão
E permaneceu
No lado do avesso
Do espelho

Criado e postado por Márcia Fernandes Vilarinho Lopes

segunda-feira, 19 de julho de 2010

MOMENTOS



O reflexo do sol
Diretamente em mim
Naquele meu caminho
Fez me te encontrar
Em tua rota diferente
E de maneira latente
A beleza do sol
Assim tamanha
Desde o firmamento
Em poderoso alento
Clareou o amor
Dormitando em mim
E o acordou
E na estrada
O brilho rei
Feixe de luz
Nunca apagada
Assim dourada
Feito em telefone
Ou uma telepatia
Em imensa euforia
A me conduzir
Fazendo me pousar
Como etérea flor
Em pétalas
Raios de sol
Decompostos
Em luzes multicores
Junto ao teu coração
Para sempre

Momentos são tantos
Mas poucos tão intensos

Criado e postado por Márcia Fernandes Vilarinho Lopes

m

sábado, 10 de julho de 2010

GOTAS DE SEDUÇÃO


Eu te amo e muito e tanto
E ainda que a modernidade me vista
Que o computador insista
Que a internete seja minha morada
Ainda que o trabalho me faça renovada
Por esses tempos globais
Eu quero o gosto da conquista
A sedução intrigante
O ir e vir do olhar
Em expresso desejar
E sigo te amando assim
Sem falar
E sem calar
O corpo expresso
Sem se revelar
Sem lhe demonstrar
O que você tão bem já sabe
E sente e talvez espere
Ou se desespere
Não sei!
E, no entanto, e tanto
Em frêmitos de alegria
Te abraço e te acalanto
No meu mais que desejar
E agora no meu tempo
Sem pressa e com vagar
Eu te amo, e tanto e tanto
E sempre tua
Ainda muda
Meus sentimentos são o sol
Minha espera é a lua
Que te configura
Em meu coração
Feito estrelas
Que não param de brilhar
Em gotas de sedução
Até você se achegar


Criado e postado por Márcia Fernandes Vilarinho Lopes

sexta-feira, 9 de julho de 2010

POR QUE NÃO?



Quisera a quimera
De toda uma era
Em minutos apenas
Junto ao teu coração

Quisera o teu corpo
Inteiro e desvendado
Despindo e vestindo
O meu inteiro ser

Quisera o acalanto
O instinto
O desejo maior
Que já nos embalou

Quisera você
Em nós
Arrebatado
Arrebatando

Leva-me
Eleva-me
Enleva-me
Por que não?


Criado e postado por Márcia Fernandes Vilarinho Lopes

quinta-feira, 8 de julho de 2010

ATALHO E CAMINHO


Somos versos despedaçados
De uma poesia que não acabou

Somos corpos cansados
Num abraço que não terminou

Somos um ato em cena
Encenando o próprio ato

Somos teatro e platéia
Num todo que se enlaçou

Somos ribalta e futuro
Na busca que não caminhou

Somos atalho e caminho
Que o tempo direcionou

Somos desejo e anseio
Num rito que não vingou

Somos um grito mudo
Que a vida prefaciou

Perpendiculares da vida
São paralelas perdidas
Que a vida assim desenhou

Criado e postado por Márcia Fernandes Vilarinho Lopes

CANÇÃO DA DOR SILENTE


Como índias carpideiras
Nas ocas em palheiras
Meus olhos em dor silente
Cantam meu Peri ausente
Que tão só me deixou

Com o orvalho da manhã
Enfeitando toda a ocara
Meu coração cunhatã
Chora como acará
Feito pedra a soluçar

Como as estrelas da noite
Como os raios e o luar
Como o fogo da clareira
Diante da grande aroeira
Cantando para Rudá

Sou seixo que rola
Nas águas de prata
Sou canto nascente
Sorriso inocente
Que clama o amor

No meio da taba
Num canto da oca
Perfume de flor
Gigante essa dor
Peri não voltou


Criado e postado por Márcia Fernandes Vilarinho Lopes

ODE À FELICIDADE


Minha pele sorri a cada raiozinho de sol
Meu cabelo lateja ao brilho do dia
Minha sensação de paz se amplia
Ao acordar

Meu sangue se alimenta ao café da manhã
Minhas mãos bocejam e ensejam
O começo do trabalho sem afã
Ao me levantar

Meus pés inertes rolam entusiasticamente
Buscando a trilha que segue do ontem
E de ontem em ontem faz o hoje sempre
Ao continuar

Meus olhos cantam de galho em galho
Junto com a passarada em vôo lento
E minha alma se expande em brilho
Ao somar

Nesse corpo,
Casa mantida
Da alma, abrigada
Sigo eu...feliz


Criado e postado por Márcia Fernandes Vilarinho Lopes

REENCONTRO


Esquálidas figuras
Lendárias montanhas
Neve que augura
Frio sem derreter

Paisagem distante
De um tempo errante
Voltando à memória
Fazendo sofrer

Movimento dourado
Sol do meio dia
Mar beija onda
Que beija areia

Tormentas da alma
Cinzas de dias
Labaredas intensas
Fogueiras acesas

Pássaros voam
Ensinam trinar
No canto que ecoa
Em seu revoar

Misérias são trôpegas
Em seu caminhar
Na luta antagônica
Do positivar

E assim entre cores
E cinzas de amores
Decido você...

Criado e postado por Márcia Fernandes Vilarinho Lopes

TERNURA


Quando te olho,
E te vejo assim
Tão desvalida
De vida
Pela tua idade
Em tamanha qualidade
Eu sinto toda essa ternura
De ter nascido de ti
Ter sido acalentada
Amamentada
Aprendendo a caminhar
Até conseguir chegar
Até aqui

Quando te olho
E te vejo assim
Tão trôpega
Em teus passos
Vencendo espaços
Chegando até mim
Eu sinto toda essa ternura
De poder ser
Tua sustentação
Vida revivida
Fonte renascida
Nas minha entranhas
Mãe

Criado e postado por Márcia Fernandes Vilarinho Lopes

quarta-feira, 7 de julho de 2010

O FALSO CANTO DOS CISNES NUM LAGO DE LÁGRIMAS


O FALSO CANTO DOS CISNES NUM LAGO DE LÁGRIMAS

Num desabafo de dor
De muito tempo atrás
Hoje reúno forças
Pra perguntar

Quando a doença aconteceu
Onde estavam vocês?

Ele os tinha a todos como amigos
Onde estavam vocês?

Quando seu corpo esmorecia
Onde estavam vocês?

Quando a porta se abria
Onde estavam vocês?

Quando a maldade feria
Onde estavam vocês?

Quando de mim falavam
Quando me julgavam
Vocês sabiam onde estavam
Não é?
Mas não me conheciam
Quantas vezes se perguntaram
O que eu sentia
Quantas vezes tentaram se acercar
Quantas vezes de medo correreram
Por pura ignorância
Desconhecimento mesmo
Falsidade dura, pura
Mas não correram da injúria
Da perjúria
Do maldito julgamento
Porque eu continuava
Indo pro Lar
Cuidar dos idosos
Uma vez por semana
Porque um psiquiatra me disse
Não pare de fazer nada do seu dia a dia
Quem está doente é ele
E se você parar
Assim que ele falecer
Porque condenado está
Você o chão vai perder
Sem o reencontrar
E aí eu torno a perguntar
Onde estavam vocês?
Porque eu estava com ele
E nós dois os alimentávamos de amor
E nós dois nos alimentávamos de amor
Do mais puro e belo que já se viu
E ainda o trago em mim
Na última lágrima que ele chorou
Quando os procurou
E não os encontrou
E depois quando ele se foi
Onde estavam vocês?
Aonde estão vocês?

Criado e postado por Márcia Fernandes Vilarinho Lopes

quarta-feira, 16 de junho de 2010

O dia foi com a lua se deitar....


O dia foi com a lua se deitar....

O meu dia hoje amanheceu desperto, com luminosidade especial, como se raios multicoloridos, em tons diversos, vindos do sol, fossem os cabelos encaracolados desse dia, assim, já de manhã tão arrumado.

Através da brisa mais suave que encontrou escovou o pó do tempo e varreu as ruas do passado, de forma lépida.

Colocou algumas gotas de orvalho perfumado com aroma de flores, das mais atrativas e irresistíveis fornecedoras de néctar nacarado e perfumado, atrás de suas orelhas, digo dos rios que compuseram o cenário, dois rios lindos, que não me perguntem porque me pareceram efetivo par de orelhas do meu dia, pela sonoridade da água.

Abraçou de forma calorosa, como se tivesse um relógio no peito, tic tic tac, de vida, de momento bom, de prenúncios alvissareiros, o cronograma diário dos meus passos em compasso de tic tac também.

De repente, sorriu, um sorriso largo, através do vôo de muitos pássaros e caminhou comigo como se os seus passos fossem o próprio espaço, em que eu me situei em cada um dos meus momentos diários.

Ah ! esse dia apaixonante, me fez assim apaixonada e igualmente vibrante convidei- o pra dançar.

Ai! que dia radiante e lindo, no rodopiar do redemoinho que se fez no ar, de forma alegre e dourada, pra quem quiser e puder acreditar.

E o dia, tão desperto, não me deixou nem quando a noite como caleidoscópio brilhando chegou.

Mas eis que a lua, essa minha rival, imperdoável rival, levou meu dia pra longe e não me restou nada além do que dele me relembrar.

Entra dia, passa dia, na poeira das estrelas todos eles vão com a lua se deitar.


Criado e postado por Márcia Fernandes Vilarinho Lopes

O ser humano e o amor


O ser humano e o amor

O coração é um poema
Escrito em idioma original
Em que a linguagem do Criador
É apenas elemental

O amor é o substrato
Posto na mais ínfima flor
Que norteia a vida inteira
O equilíbrio mais vasto

A mente é o adorno
Que veste cada partícula
Existente no cosmos
Somada na fonte do mundo

A alma é o sorriso da matéria
Na mais bela arte plástica
Própria do Escultor

E o ser humano é a quimera
Que ama o próprio amor


Criado e postado por Márcia Fernandes Vilarinho Lopes

Minha meiguice, seu silêncio


Minha meiguice, seu silêncio

Grita meu coração
Expande minha alma
Meus olhos são dourados
Pela imensa luz do amor
Do sol
Da Lua
Das estrelas
Sou romântica
Sou semântica
Na meiguice
Perfume que exalo
Somente pra você
Desde quando adormeço
Até à hora em que me reconheço

Na melodia sou flauta
Na vida sou dança
Na terra sou esperança
No sorriso sou criança
No amor sou mulher

Silencia o seu coração
Encolhe sua alma
Machucada
Seus olhos são distantes
Fixados no oceano
Mar em dia de chuva
Sem lua
Sem estrelas
Controvérsia
No silêncio que exala
A ausência de você
E ao mesmo tempo
A sua presença que cala
Esperança
Meta do amanhã

Na melodia você é harpa
Na vida é criança
Que chora a desesperança
E busca, no entanto,
Ser do amor o menestrel

E na sinfonia da vida
Em que o sentimento passeia
E a alma se enleia
Na composição dessa música divina
Uma mulher e um menestrel
Em flauta e harpa
Unidos sem anel
Compõem melodia sem igual
Que até os anjos sabem entoar
Que até os pássaros chilreiam
Que o etéreo matiza
Que a terra semeia
Minha meiguice
Seu silêncio


Criado e postado por Márcia Fernandes Vilarinho Lopes

Lá vem


Lá vem
A onda que quebra a areia que bate no mar

Lá vem
O sol que aquece o bêbado gelado quando anoitece

Lá vem
A pedra atirada numa sangrenta palavra que esmorece

Lá vem
O choque elétrico do ônibus que para na rede sem vagar

Lá vem
A notícia maligna que ataca o mundo e fere a luz da esperança

Lá vem
O tabalho pesado estressante estressado finalizado acabante acabado

Lá vem
A lua figura que cresce no alto do rumo de estrelas em sua andança

Lá vem
Você como eterna criança
Sorriso tão lindo
Eterno vai vem
De lábios abertos
Num doce beijar
Meu corpo abraçar

Lá vem
O meu bem

Postado por Márcia Fernandes Vilarinho Lopes

Parto


Parto

Junção de amor
Junção de células
Embrião
Feto
Vida
Alma?
Chega
Encontra
Fica
Destino?
Meta?
Perdão
Recuperação
Novos elos
Amor
União
Reunião
A que vem?
Sonhos
Reencontros
Discussão
Opção
Vida
Calma
Luz
Pacto
Sangue
Alimento
Placenta
Cordão
Umbilical
De prata
Dor
Água
Porta aberta
Universo conclama
Canal
Esforço
Espírito
Corpo
Interação
Parto
Nascimento
Renascimento
Ser
Aprendiz
Amor

Lá vemPostado por Márcia Fernandes Vilarinho Lopes

Reminiscências do avesso


Reminiscências do avesso

Viro-me para um lado e não encontro o outro. Não sei se é dia ou noite e carrego comigo , para onde vou, toda a estrutura do hospital.

De repente ele se abre para uma praia e lá estou. Horas outras ele se abre para uma varanda de uma fazenda da infância e lá estou no que restou.

Alguém me vira e parece que o mundo inteiro revira em mim, tamanha a sensação de torpor e de lonjura daquelas mãos que cuidam do meu corpo adormecida na inércia e dopado de medicação..

De repente pulo fora da gaiola e vou, voando rumo ao sol, um pouco mais à direita em prumo e sumo na imensidão.


Chego a um jardim em que me chama atenção a cascata de água transparente. Por trás dela conseguem se sobressair seixos de ônix, coloridos em matizes indescritíveis que colhem a minha leveza, porque meus olhos os conseguem acariciar.

Procuro, então, alvoroçada o Jardineiro Chefe do local e sento-me numa das cadeiras ao redor da mesa colossal, onde muitos estão em calma discussão. Alguém me cumprimenta e quando vejo, é você Ka, que está a me falar. Você que em egípcio quer dizer alma. Você que em vida foi realmente Ka. Amor eterno em eterna plenitude, foi, é, sempre será.

Faço um discurso curto de apresentação e digo que tenho pressa, pois meu corpo me espera, e não estou em quimera, e para ele quero voltar, para atender os desígnios que o Sr. Jardineiro permitiu fossem sementes em mim e que, agora em flores, ainda precisam que eu, ao exemplo do Sr., lhes cuide com amor o jardim, onde enraizados estão em plena expansão.

Grande murmúrio e muita troca de olhares com lindos raios de amor se projetando dos corações sobre mim. Somente então vi que andava.

E quanto mais o amor me tocava, vindo daqui e dali, mais leve eu me sentia, e volitando voava rumo ao retorno do caminho, sem dúvidas de qualquer espécie, agradecida em prece, segura num par de asas, que então me carregava assim.

Era meu anjo da guarda e nunca mais o esquecerei

Antes de retornarmos nos sentamos junto à relva e ali adormecemos, tonificados pela seiva que das raízes do todo lançavam energia em mim.

Depois junto à orla do mar novamente me devolveram o cordão de prata que me une ao aqui e lá, e o iodo que do oceano chegava fartamente me recuperava.

Passei, antes por minha casa, pra ver se tudo estava no lugar.

Quando acordei, alguém me disse suavemente que eu vivera o retorno e foi assim que acordei..... do coma.

Criado, vivido e postado por Márcia Fernandes Vilarinho Lopes

sexta-feira, 11 de junho de 2010

SEMPRE!



Na casa dos meus anseios
Você vive como esteio
Do meu mar de amor

Na casa dos devaneios
Você vive como espelho
Da ilusão mais real

Na casa do coração
Você vive como toada
No tic tac da emoção

Na casa da saudade
Você deixou de ter idade
Pois vive a cada minuto

São tantas as minhas casas
E tão unas na morada
Como és uno para mim

Sempre!

Márcia Fernandes Vilarinho Lopes

AMOR LETAL



Sonhou que era musa
Querida
Referida

Amou em cada célula
Ampliada
Refletida

Chorou em cada lágrima
A rejeição
Da vida

Explodiu em cada urro
A dor da ausência
Na partida

Morreu em cada morte
De emoção sentida
Desvalida

Márcia Fernandes Vilarinho Lopes